segunda-feira, 29 de junho de 2009

|||| PROFISSÃO GEÓGRAFO ||||





A geografia é muito mais que estudar solo, relevo, clima, distribuição das águas e vegetação da Terra. Saber quais são os impactos naturais e ajudar no cenário socioambiental é papel fundamental do geógrafo. Pra tanto, ele pode trabalhar em salas de aula ou empresas, prestando consultoria. Outras áreas de atuação são: geoprocessamento, planejamento agrícola e urbano, sensoriamento remoto e ecoturismo.

“O geógrafo está apto a atuar no meio rural ou urbano em diferentes escalas. O bom profissional deve ter a percepção geográfica do espaço muito bem desenvolvida”, analisa Jony Rodarte, chefe do departamento de geografia e coordenadora do curso da PUC Minas. Segundo a professora, o aluno deve gostar muito de estudar o meio ambiente, de ler e fazer trabalhos em campo. A preocupação em manter-se atualizado em relação à informática e novas tecnologias também é apontada por Jony como ponto em que o estudante deve se dedicar. Aliar teoria e prática é, como em qualquer profissão, fundamental na geografia. “Quanto mais estágios e projetos o aluno participar, melhor. Seminários, pesquisas e monitorias voluntárias também contribuem pra se conhecer a realidade extracurricular”, aponta.

Quem faz geografia pode se formar em duas áreas: licenciatura e bacharelado. Na licenciatura o caminho é mesmo a sala de aula. No bacharelado, abre-se o leque pra área de pesquisa e consultoria, por exemplo. Concluir as duas áreas, na opinião de Jony, é muito importante. “O curso dá uma formação generalista, permitindo que o aluno se especialize na área de interesse. Ter os dois diplomas é um diferencial no mercado”, afirma. Falando nisso, a professora é bastante otimista quanto às oportunidades de trabalho, mas pra aqueles que fazem por merecer: “Ao longo da última década houve uma expansão tanto em licenciatura como em bacharelado. O mercado é extremamente favorável, desde que o aluno se dedique.” As opções por concursos públicos também são destacadas por Jony Rodarte.

Durante o 3° ano do ensino médio, Flora Sousa Pidner já sabia que ia tentar vestibular pra geografia. Ela buscou informações sobre o curso em faculdades, com profissionais e participou de feiras de amostras de cursos. Durante a graduação, Flora, que se formou em 2005, fez estágios e considera fundamental que o aluno “concilie a base teórica que o curso dá com a prática do mercado”. Na faculdade, ela ainda teve dúvidas sobre qual caminho seguir, mas na metade do curso já sabia que queria mesmo era a licenciatura. “Quis dar aula porque acredito na transformação da sociedade através da educação.” Flora que, há quatro anos é professora do colégio Santo Antônio, também faz mestrado e considera a educação continuada muito importante pra abrir novas oportunidades. Sobre o mercado de trabalho, garante: “Tem bastante opção. O bom profissional não fica sem emprego de jeito nenhum”.

Se Flora optou pela sala de aula como habitat profissional, a analista em geoprocessamento Carla Araújo Simões enveredou pelas áreas em que o bacharel pode atuar. Trabalha com consultoria na área de mapeamento digital, setor que está crescendo muito. Carla dá o toque para o estudante: “Tem que fazer estágios, principalmente pra conhecer a fundo as áreas e ter noção da atuação profissional.” A geógrafa já concluiu o mestrado em geografia e análise ambiental e diz que é fundamental continuar estudando pra se dar bem no mercado. “O geógrafo tem várias formas de atuar. Não pode parar de estudar de jeito nenhum. É importante se qualificar pra se inserir no mercado de uma forma mais preparada.”

Os cinco anos como escoteiro ajudaram Lucas Zenha na escolha profissional. “No tempo do escotismo, tive contato com atividades que, mais tarde, vi em sala de aula e no trabalho.” O estudante do 7º período, que faz estágio em um projeto de combate a pobreza rural, destaca a importância do profissional: “O geógrafo tem um papel importantíssimo em diversas áreas. Pode trabalhar com biólogos, engenheiros ou arquitetos.” A questão social também é relevante na opinião de Lucas. “No curso tive o privilégio de conhecer tribos indígenas, assentamentos do MST e comunidades quilombolas.” Quanto ao mercado, ele é taxativo: “O campo está crescendo, tem muita coisa pra fazer, mas o cara tem que se dedicar, buscar estágios e projetos multidisciplinares. A experiência fora de sala de aula é fundamental. O geógrafo só vai aprender se for pra campo.”

Vestibular

Em Belo Horizonte, PUC, Uni-BH, UFMG e Newton Paiva oferecem o curso. A Universidade Federal de Viçosa, o Instituto Federal de Minas Gerais, campus Ouro Preto, e a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), em Frutal, oeste de Minas, também contam com o curso em sua grade curricular.

Quanto ganha

O profissional de geografia está inserido no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Segundo o CREA, fica fixado o piso de seis vezes o salário mínimo atual pra uma jornada de seis horas diárias.

Teste

Geografia é meu campo?

O geógrafo pode atuar nas áreas de:

a) mapeamento digital, estudos de impactos ambientais e projetos de pesquisa
b) bússola, GPS e mapas
c) áreas norte, sul, leste e oeste

Quero fazer geografia porque:

a) ando meio desnorteado, então acho que o curso de geografia me ajudará a me localizar melhor
b) sempre sonhei em ser a moça do tempo nos jornais da TV
c) acredito que posso, com meu trabalho, mudar o cenário ambiental e educacional da minha cidade

Pra ser dar bem o estudante deve:

a) buscar estágios pra aliar teoria e prática, além de projetos extracurriculares
b) levar o curso “nas coxa”. Depois de formado, dá pra correr atrás mesmo...
c) depender daquela boa e velha ajuda dos amigos nas provas


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