terça-feira, 19 de maio de 2009

Vamos honrar quem merece ser honrado!

Salve, Salve, personas!!

Bem... já é do conhecimento de todos os que acompanham o meu Blog que minha grande, fabulosa, espetacular e melhor AMIGA é jornalista
Pois bem.. Fuçando o BLOG dela, que vale a pena ler (http://momentospqn.blogspot.com)achei - mais um - texto que eu gostei d+!!

Bem, como eu criei uma coluna só para ela.... não resisti!! Estou postando para vocês!!

Espero que gostem e que visitem o Blog dela!!!


Nas gavetas do passado, um amigo de sempre



Sabe aquelas gavetas do passado que guardamos bem no fundo da alma, aquelas que tentamos negar, que quando nossos olhos se virão para elas tentamos virar o rosto? Pois é, todo mundo tem essas inconvenientes gavetas, ou podemos apenas chamar de lembranças inoportunas.
Por mais que tenha tentado, dia desses uma das minhas se abriu, tentei fecha-la, ou simplesmente ignora-la e sair ilesa dos seus guardados, mas não foi possível, tive que encarar cada pedacinho daquele passado que não gostaria de apagar, mas se permitido esquecer.
Revi nestes guardados o rosto de um grande amigo, com o rosto veio a voz, as mãos, que belas mãos, enfim, aos poucos estava sentada fuçando minha gavetinha com um prazer inexplicável. Era eu, ele e o passado sentados em um cantinho, como diz alguns poetas, talvez debaixo de uma arvore qualquer.
Ele estava ali com o corpo já formado, com a alma se revelando aos poucos. Cada achado me fazia querer ir mais longe, descobrir mais daquele rosto branco e sonhos que me incluíam. Sonhos, como sonhamos juntos, pena que pouco ou nada se realizou, mas sonhamos e eles ficaram ali guardadinhos para me fazer rir no futuro.
Achei muitas madrugadas. Hei! Madrugadas? Como pode, pouco nos vimos? Pois é pouco nos vimos, mas durante muitas noites fomos companhia certeira e fiel um do outro.
Reconstruí um olhar, longe, incerto, mas vivo, de quem não tinha certeza do que queria, mas que de certa forma pedia ajuda. Meu Deus, é verdade, só agora vejo, ele precisava mais do que dei, pediu menos do que merecia e esperava receber bem mais. Me senti insensível, as lembranças tem esse poder. Não são desejadas, são chatas e ainda nos cobra algo que não podemos mais mudar.
Ele se foi, isso foi a lembrançinha mais chata, posso apagá-la? Não, não posso, posso ignorá-la? Também não. Ora foi isso que nos trouxe para onde estamos, que fez o que somos hoje, que mostrou que o futuro, diferente do passado, não pertence a nós.
Mas apesar de ter doido, sempre dói rever despedidas, ou pior, saber que elas deveriam ter existido, mas não tiveram oportunidade de ocorrer. Mais uma vez as lembrançinhas foram cobranças de uma divida que não poderei pagar. Fomos cortados da vida do outro, é isso mesmo, cortados de forma bruta, jogados como quando jogamos algo que não foi bom para fora.
Mas foi bom, foi bom e pra sempre será. Tudo o que é bom dura tempo suficiente para ser, sem precisar de mais. Não posso negar, que falta senti deste amigo, que o tempo não apagou, a distância não levou e a saudade eternizou.
Uma vozinha interior ficou sussurrando amor. Nossa! Comecei com uma luta para não me lembrar, fui vencida, gostei do que vi e agora já estou tendo conversas internas, fazendo analise de relação, avaliação pessoal e conjeturando sobre o que teria sido.
Mas a mesma vozinha chata que me diz amor, também respondeu que não. E se eu for um pouco mais adiante, saindo da sombra gostosa dessas lembranças e caminhar sobre o sólido chão do futuro, ai sim, verei o que deve ser chamado de amor. Algo, ou alguém, que me fará esperar, que me fará por muitas noites acordar e pedir ao Pai, mas que quando vier por muitas mais me fará não dormir só para agradecer, o meu presente, minha certeza de vitória.
À minha lembrança sei qual nome dar, talvez ate maior que o amor, amizade. A mais pura e perfeita amizade. Porque amigos simplesmente não escolhemos, eles se fazem sozinhos, se formam nas pequenas coisas,nas maiores alegrias. Nem sempre um amigo merece ser chamado assim no presente, mas seus atos no passado foram tão memoráveis, que nada do que façam ou digam, ou talvez não digam, pode diminuí-los, ou desmerecê-los. São pessoas que não elegemos, porém que cruzaram nosso caminho de forma majestosa. São pessoas, que nao podemos cobrir seus atos falhos, e como são muitos, mas que ate nestes nos faz querer justificá-los. Uma historia mal escrita, momentos que não deveriam ser vividos por ninguém, enfim, sempre encontramos um jeito de achar um porque para seus erros e deslizes.
Nestas gavetas que hoje abri, vi partir um amor, vi errar a um amante, vi um homem, mas não pude culpar e nem matar a um amigo, pelo contrario, o vi reviver.
Sei que a recíproca não é verdadeira, que o nobre sentimento não é compartilhado, porém quem vê em alguém um amigo especial nem sempre espera assim ser visto. Às vezes é ate melhor que este sentimento não venha dos dois, pois nos dá a sensação de nobreza. Sentimos-nos reis ou rainhas sabendo que estamos e estaremos sempre dispostos a ajudar quem não merece, mas, que por um dia nos ter feito feliz, conquistou um lugar cativo em nossas vidas.